quarta-feira, 23 de março de 2016

Deixa-nos "seres" livres !!



Eu nunca percebi a ironia do Homem, que tanto pede e pouco aproveita, que tanto quer, mas pouco luta, que tanto acredita, mas não arrisca. Eu nunca percebi a burrice e ingenuidade do Homem no geral, que lutou anos e anos por coisas a que hoje não dá valor, mas julga, julga tudo e todos.
E tu? Para de ter medo das coisas, das pessoas, da vida… Tu és quem és, fazes o que queres e sonhas o quanto quiseres. Chega de dar importância às opiniões alheias, chega de te desvalorizares. Sê feliz, solta-te e voa. Não temas o mundo, apenas tu podes decidir o que queres. Vive livremente, apaga as más memórias, as pessoas cruéis e os comentários agressivos. Ri-te deles, ri-te de ti. Deixa-te levar pela onda da vida e pisa o mal, sê livre e liberta os outros. Porque quando se fala de liberdade todos acham que são livres, mas poucos são os que têm coragem de o ser.
A liberdade não é só poder andar na rua e dizer o que te vai na cabeça, não é fazer o que te apetece, nem o que esperam de ti… é seres tu a libertar-te…. Desprende-te dele! Sim dele, aquela pessoa que por muito pouco que saiba de ti te tem na mão. Não o deixes ter-te e muito menos queiras tê-lo. Ele não é teu e não vai ser, mentaliza-te disso porque assim como tu, ele é livre e pode escolher o que fazer com ele próprio. Larga-lhe a mão, tira a pressão toda que está em cima dele e deixa-o ir. Deixa-o fazer o que quiser, a ele, a ti e a mim… deixa que todos sejam o que são!
Porque se a altura da inocência é a melhor, para quê viver constantemente a destruí-la? Aprende a lidar com ela, às vezes tens de aceitar que nem mesmo tu pertences a ti, e largar-te. Aí vais viver melhor e perceber tudo o que andaste a perder. Vais olhar para ele e perceber que faz muito mais sentido ver um ser verdadeiramente livre e vais dar por ti a deixar-te ir nas ondas do mar ou de uma musica à tua escolha. A diferença é que agora não te deixas levar com os pensamentos que achavas serem teus, e vais com a alma, alma essa que nem sabias que podia estar tão calma. 

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

A ultima carta




Cansei-me de esperar por ti. Fartei-me de chorar quando sei que já não chove mais nos teus olhos. Tenho pena de não termos conseguido ser aquilo que prometemos nas madrugadas em que me seguraste (bebado ou não), nos suspiros por entre os beijos que trocámos às quatro da madrugada. Quase. Quase que fomos algo bonito. Quase que te amei. Pensei tantas vezes que te deixei fugir quando já nem sequer estavas no mesmo sítio que eu. Passaste todas as fronteiras que tinhas para passar. Fugiste-me sem eu dar conta. Continuava a segurar-te nos meus braços, as minhas mãos ainda sentiam a tua pele e os meus lábios ainda continham o teu sabor. O batom protegia aquele pequeno vestígio dos teus lábios que permanecia comigo, mesmo depois de ter sentido outras bocas, de me ter deixado noutras pessoas. Corri uma maratona à tua procura, senti o ar a queimar nos pulmões depois de chorar durante horas e horas, dias seguidos. Dias que se tornaram em meses. O ar continuava a queimar-me por dentro enquanto eu me imaginava a percorrer todos os caminhos de ti que nunca me mostraste. Fugi de tudo para me refugiar em ti. Quis-te, precisei-te. Eras um país por explorar, um misto de curiosidade e conhecimento que eu sabia que não podia perder. Uma oportunidade única. Um num milhão. Deixaste-me com nada. Sem mim, só com um vazio que queimava. Como o ar que respirei enquanto corria, enquanto te amava sozinha em noites de lua prata. Com nada. Contudo, aprendi a ter-me. A amar sem me apaixonar por ti, a ter sem te possuir. Erros estúpidos, gritos mudos, diálogos sem resposta. Monólogos. Pressa. Tenho pressa de chegar a ti para poder fugir de ti. Desapareceste-me. Deixaste as tuas marcas, mas não me mataste. É a força do hábito, escrever-te quando não sei escrever. Afogo-te em metáforas, espero compreender os paradoxos em que me enfiei e odeio as antíteses que me fizeram amar-te. Pretérito. Passado imperfeito. Perfeito. Nunca fui só tua, sempre fui minha. Sou dos que me têm, não dos que me tiveram. Já não me sobra nada teu, nem rancor. Eu, a que sempre gostou de ti e que nunca deixou que chamassem ao ódio que te senti antítese mas somente comparação. És-me apenas um pretexto de escrita. Tão triste quando é na verdade a melhor coisa do mundo. Nunca morrerás nas palavras de alguém. Enquanto existirem caracteres prontos a formular o teu nome, vives. Vives na tinta das palavras que datilografam, vives no sangue que corre nas veias de quem te escreve e descreve. Vives até quando o coração do autor morrer. A vida para além da morte resume-se a isto e por isso, és eterno. Não em mim, mas nas minhas palavras, que têm tanta força como aquela que lhe quiseres dar. És uma despedida agridoce. A carta que já te escrevi mais de mil vezes, a carta que nunca te irei ler ou entregar. A missiva mais triste e mais bonita que alguma vez espero ter-te escrito. És um texto de madrugada, sempre foste. Acabas como me começaste. Nada daquilo que possa inventar alguma vez cobrirá aquilo que sempre te quis dizer e não disse. Como as curvas da tua voz dançavam no meu ouvido ou como os teus olhos postos em mim me faziam tremer. Como o teu toque me acendia e como o teu sorriso me iluminava. A diferença. 
A carta de despedida em aberto. Fechei-a com um selo de um sorriso angustiante. Porque saíste dos trilhos. Porque andaste sem rumo, rumo a outra igual a mim. Outra vida. Para além da morte das minhas palavras por ti. Para ti. O que lhe quiseres chamar. Não chames mais nada. Não te chamo. Chamo-me. Em chamas.

terça-feira, 7 de julho de 2015

O presente



Hoje escrevo sem pensar nas palavras que farão sentido ou que tornem o sentimento num bom texto, hoje venho escrever-vos em forma de desabafo, ou simplesmente no lugar de alguém que tem saudades de escrever tudo o que lhe vem à cabeça.
Hoje sou eu, hoje sei quem sou e mais nada tenho de saber sem ser que gosto de mim, que me transformei ou que me descobri, sou quem quero e como o sei, sem pressões, sem juízos de valor. Hoje percebo o quanto me envergo em caminhos diferentes e alternativos, por poder, livremente, ser quem sou.
Não sou perfeita, mas sou feliz, com todos os meus defeitos. Se preferia não os ter? alguns sim.. Mas se gosto menos de mim por causa disso? Não vale a pena.
Foi o melhor que me aconteceu, aceitar e gostar de quem sou, aprendi isso graças a mim e a algumas pessoas que me rodeiam, umas fizeram de maneira leve e outras apenas me magoaram... O truque é nunca desistir, seja de perceber-te a ti e aos teus sentimentos, seja saber o porquê de alguém estar do teu lado.
Sou uma mulher feliz, uma miúda, como queiram.. sou a miúda que cresceu e que percebeu que nada era como ela pensava, que pode ajudar toda a gente que queira ser ajudada, que tem garra e luta pelo melhor, o dela e o dos amigos. Sim, dou demasiado valor à amizade, descobri que amigos não são aqueles com quem te divertes mas depois nem falas, amigos são aqueles que te apoiam sem ter de dizer muito, que te dão valor, que confiam, que podem até insultar-te mas que não permitem que ninguém mais o faça. Amigos são o que eu tenho hoje, e ao lado da mulher feliz que sou tenho as melhores pessoas que conheci até hoje!
Hoje sou feliz e amanhã, no que depender de mim, tu também serás.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Aprender a dançar no meio da tempestade!



Linhas tortas feitas com caneta permanente que a borracha jamais irá apagar. Palavras ditas no meio duma tempestade que o vento jamais irá levar. Oiço um constante *tic-tac* do relógio mas parece que o tempo não passa, os sentimentos permanecem iguais, intactos. Fecho os olhos e… nada. Novo dia, o sol já brilha no céu mas tudo o que sinto é uma escuridão à minha volta. Procuro uma mão para me segurar mas tudo o que encontro é o chão sujo, crespo e áspero. 
Será que fomos feitos para ficar presos? Fomos feitos para ter alguém que nos aplique todos os dias uma dose de controlo, manipulação ou até tristeza? Porque será que nos dizem o que temos de fazer, de ser, de ter? Não é verdade que merecemos paz, alegria e amor?
Sabes, tenho medo de entregar o meu coração e no final não acabares por fazer o mesmo. Tenho medo de estar a esperar à toa, tenho medo de estar a esperar por uma coisa que, na verdade, nunca vai acontecer. tenho medo de me estar a iludir. tenho medo de acabar sozinha. Tenho medo de mil e uma coisas e uma delas, e que no final acabe desiludida, cheia de esperanças como tem acontecido das "outras" vezes. Sinceramente, acho que sou jovem demais para deixar o amor partir o meu coração.
Não vale de nada pedires desejos às estrelas ou esperares que o tempo te traga o que queres. Porque são raras as vezes em que isso acontece. O tempo só vai sarar as tuas feridas, mas elas vão continuar lá. Pode voltar a doer se lhes tocares.
Tu conduzes a tua própria vida, escolhes os teus caminhos e surpresas podem surgir há medida que vais percorrendo a estrada. Mas prepara-te, não esperes que sejam só caminhos cobertos de flores, pois, dias de tempestade podem aparecer quando menos estiveres à espera. O guarda-chuva vai partir-se e tu irás sentir toda aquela chuva no teu corpo. E o que tens a fazer? Aguentar firme e aprender a dançar no meio da tempestade!

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Adeus e sê bem vindo



O amor inunda-nos devagar, mas dizem que pode deixar-nos rapidamente. Aprendi o sabor da primavera e do chilrear dos pássaros no dia em que me ensinaste a melodia dos teus olhos e as histórias dos teus lábios. Oh, e que doces histórias essas que me contaste, de todas as vezes que  me abraçaste e entrelaçaste os teus dedos nos meus. Foram tantas as vezes que me deixei adormecer fingindo que me aquecias com os braços e tantas outras em que a Lua nos aquentava os corações mergulhados no rio que eram os nossos corpos cansados. E eu tinha saudades do Sol e era quase borboletas poisadas numa pétala de rosa chorada antes de te encontrar. Já não me tenho, já não me sinto. Levaste-me, a mim e às mil canções que te cantei antes de adormeceres e beijares-me o peito em outras tantas noites dançadas.Sentei-me na estrada ao luar, no preciso momento em que tu desapareceste no céu enevoado e cinzento.
Deixaste-me na frieza de breves palavras escritas nas estrelas desta noite. E eu escutava a chuva cair e deixava-me cair com ela. Estava fria, fraca, pesarosa. As árvores tremiam a cada rajada de vento, as flores voavam, leves como penas, e a água inundava as ruas da cidade. Estava descalça e sem consolo, longe de mim e de ti, cada vez mais. Acendi um cigarro e cruzei as pernas, levantei-me e dancei, fi-lo como se não houvesse mais nada de grandioso nesta vida. Percorri toda a rua em piruetas repletas de angústia e em pliés há muito ensinados. Abracei-me e deslizei no chão molhado, como desertos que anseiam por uma gota de água. Cantei e despi-me naquela noite à medida que abraçava a dança como único consolo. Só parei quando vi a Lua sumir-se e vislumbrei o brilhante Sol que se instalava, agora, no conforto dos céus. Calcei-me e voltei a casa alquebrada, exausta. Agora sorridente e sem vestígios de lágrimas deixadas cair ao som de poemas escritos pelos céus. E dancei, porque dançar é o fogo nestas noites mórbidas.
Agora tanto tenho a agradecer-te, por uma união que nunca se quebrou, por um pedaço de mim que nunca me deixou e que por mais que tenha ido, ficou e melhorou.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Fraqueza e Firmeza!



Não sei se consigo escrever sobre o que sinto, e sinceramente, também não sei se quero. Ao transformar os meus sentimentos em palavras tenho receio que as lágrimas surjam. Portanto, tenho evitado um pouco. Até posso não estar muito bem agora, mas tenho esperança que venha a ficar porque nada dura para sempre.
Não consigo pensar noutra coisa sem ser em ti. Sinto a tua falta, a falta do teu abraço que me acalmava sempre que as lágrimas teimavam em dançar pelo meu rosto. Não precisavas dizer nada, o teu abraço era suficiente. Quero-te de volta mas querer não chega. Fazer algo para que voltes também não. O melhor é esperar que o tempo me traga as respostas que preciso. Eu penso que sei do que preciso… de ti. Mas talvez o tempo também me traga respostas ou perguntas das quais eu não esperava.
E agora? O que faço a esta vontade de dizer que te amo? E onde guardo todo este sentimento que já não cabe no coração? Deixo as lágrimas serem livres? Naquela noite eu senti-me a sufocar. Senti o medo a apoderar-se do meu corpo, tremia descontroladamente. Chorei, tive vontade de gritar, e deixei a música libertar tudo de uma forma silenciosa e barulhenta ao mesmo tempo. Fechei os olhos imensas vezes e pensei: isto não está a acontecer.
Acabou. Acabou e não tem volta. Posso dizer que me sinto como se tivesse perdido uma grande parte de mim e só quero chorar, chorar e chorar. Mas já chorei demais. Agora só preciso fazer o que toda a gente me diz e eu não consigo: seguir em frente. Porque lutar, ir atrás do que amo, já não dá mais. Já me desgastei demasiado, mas acreditem que se pudesse fazia alguma coisa, só que sei, não vale a pena.
Doeu mais uma vez e eu pensava que já não doía. Foi como relembrar que tudo aquilo é real e que eu tenho de me manter forte independentemente do que aconteça, afinal, não é o fim do mundo. O sentimento ainda não desapareceu e não vai desaparecer tão cedo. Palavras rijas. Frases perigosas dirigidas a corações moles. Não transformes o teu coração em gelo, ele derrete. Transforma-o em pedra, pelo menos por agora. Firmeza!

domingo, 22 de março de 2015

Sobreviver



Fartei-me, fartei-me de gritar pelo teu nome até me deixares de ouvir, fartei-me de te escrever sem obter uma única resposta tua, fartei-me de implorar o teu ombro amigo que nunca apareceu, fartei-me, sinceramente. Cansei-me sabes? Estou exausta, completamente, não tenho forças para continuar nesta batalha, nesta batalha em que me deixaste, sem lutar a meu lado, esta batalha que há muito abandonaste sem olhar uma única vez para trás. 
Está na altura de secar as lágrimas e deixar o sorriso mais bonito brilhar. Deixar para trás todas as mágoas, rancores e decepções. Reconstruir o coração, pedacinho a pedacinho... ensina-lo a bater outra vez. Vamos aprender a viver no mundo que nos rodeia. O mundo não pára e todos os problemas dependem da nossa atitude para com eles. Chega de fraquezas e especulações do que poderia ser. Está na hora de dar valor àquilo porque lutas e sempre lutaste. Deixar tudo e aprender que o mundo não espera que acordemos para deixar o sonho e viver o real.
Está na hora de dar valor a cada batida do coração, afinal é mesmo ele que te permite viver quando apenas decides "sobreviver".