E voltou a doer. Aquela ferida que outrora sangrava como nenhuma outra. Conheço-a e por isso sei distingui-la de outra lesão. Aliás, não encontro coisa semelhante da mesma natureza em mim. Essa dor torna-se pontiaguda quando a tua imagem surge. Na minha mente. Nos meus sonhos. E cada vez que passa, há alguma coisa diferente. Não é que eu não te conheça, mas há dias em que o teu engenho me consegue surpreender. Nem sempre pela positiva, é certo. Apesar disso e de saber que és incerto, existe algo que eu vejo sempre da mesma forma e do mesmo sentido.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
Uma ferida aberta
E voltou a doer. Aquela ferida que outrora sangrava como nenhuma outra. Conheço-a e por isso sei distingui-la de outra lesão. Aliás, não encontro coisa semelhante da mesma natureza em mim. Essa dor torna-se pontiaguda quando a tua imagem surge. Na minha mente. Nos meus sonhos. E cada vez que passa, há alguma coisa diferente. Não é que eu não te conheça, mas há dias em que o teu engenho me consegue surpreender. Nem sempre pela positiva, é certo. Apesar disso e de saber que és incerto, existe algo que eu vejo sempre da mesma forma e do mesmo sentido.
domingo, 15 de fevereiro de 2015
Sufoco
Sabes, aquela sensação de sufoco, em que dás por ti a respirar fundo, segurando momentaneamente a respiração, porque é a única maneira que conheces para prenderes as lágrimas mais um pouco dentro de ti? E logo a seguir a raiva, pensas que é a tristeza, mas não é, a tristeza é bonita demais para que os outros a consigam ver, é só tua. A seguir tens aquele nó na garganta , queres desabafar e não consegues, e sentes uma inquietação a percorrer-te o corpo, começas a tremer a perna, a estalar os dedos, róis as unhas, suspiras cada vez mais fundo. Nesta altura os teus olhos já estão tão cheios que começas a ver a visão turva, como se não houvesse para onde escoar a água. desvias os olhos para vários sítios, e a abri-los com força para que não fechem e não ajudem as lágrimas escorrerem, aprendes-te também isto, para prolongar a demora. Depois é uma questão de segundos até começar a escorrer a água pela tua cara, se chegares até aqui, sabes que já não há nada a fazer e o melhor é colaborares. Sentes um certo alívio. Quando acabares sabes que toda a pele imediatamente abaixo dos teus olhos vai arder e à noite, sabes que quando te agarres à almofada com um abraço, vais repetir tudo, mas de um modo mais natural e vais pedir às lágrimas, que te embalem até adormeceres. E acredita, isso passa e não serve de nada, sei o que digo.
Fecho os olhos
Fecho os olhos. Encontro-me ali parada, sem reacção alguma às batidas violentas do meu coração. A minha mente parou, mas a minha alma continua numa velocidade feroz. Não havia ninguém ali, para me olhar, ou para comentar o que estaria eu ali a fazer. Senti-me então mais livre, por estar sozinha – afinal ultimamente é só como tenho estado -, senti-me talvez negativa, mas segura. Não precisei de mais nada, apenas de mim. Já fazia tempo que me queria encontrar de novo, e para mim nada melhor do que estar ali, de olhos fechados não só fisicamente, mas também de olhos fechados para o mundo. Era eu e eu. Os outros mesmo que ali estivessem, iriam fazer parte de uma incógnita que não me cabia no pensamento. Tal como o medo que sentira de olhos abertos, ali não entrara. Ali não existiam factos superficiais, mas reais, aqueles que procurara à muito tempo. Estavam finalmente de mãos dadas comigo. Eram as respostas às minhas perguntas, completamente. E ainda ali de olhos fechados, consegui esconder o medo, analisar os factos que na verdade eram parte de mim, e abraçar o mundo que me iria surgir assim que os meus olhos se abrissem...
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
Eu é que escolho o meu destino
Passos entre passos, forças interiores que se desgastam em mim, e todas as flores lá fora não são mais do que imaginações de um caminho seguro. Por mais que eu queira é assim… o meu destino traçou-se de uma maneira tão cómoda que se esqueceu que eu também sei andar. Também sei deixá-lo para trás e seguir todas as pisadas de alguém. Este meu coração pode ser pequeno, mas nele tenho até traições de um tempo amargo. Nele eu sei que o meu destino não tem sequer direito a respostas, ele foge para que viva sozinho, ao seu ritmo e sem recorrer a pedidos de socorro. Sinto que cá dentro as minhas células ainda vivem, e o meu cérebro já não se inspira em ti para escrever. Esqueço-me que alguma vez me interiorizei numa alma penada, e fiz voar o meu corpo. Esqueço-me que alguma vez esperei tanto por alguém, e que esse alguém nunca esperaria nem sequer uma hora por mim. Nunca sabes o que vem antes nem o que vem a seguir, espero ansiosa e com uma súbita vontade de fazer mal a mim própria por toda aquela espera continua, é fogoso demais. Torna-se cansativo não só para mim, como para quem não quer entrar neste meu ser frio.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
Brisas inseguras
Como um baloiço, movo-me conforme o vento e sei. É uma brisa repleta de medos passados, inseguranças obscuras e por outro lado, recheado das páginas mais lindas da minha vida. O intervalo é um enorme vazio. É, balança-me até aos extremos da vida, oito ou oitenta. Faz-me fugitiva do sorriso e traz-me numa mala velha todas as memórias pesadas de que me quero desprender. Mas eu.. Oh, eu luto contra todo o vento que me tente pôr no chão e dou-te a mão para o fazermos juntos.
Estranhos abraçados pelas ruas sem saber para onde ir. Histórias inventadas de vidas de outro alguém, escondemos os sentimentos e esquecemos que ainda existem, que continuam ali. Sentimentos não, não falamos deles. Somos dois seres comuns, insensíveis. Eu e tu, tu que eu ainda não sei quem és.
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